O que faz a Aurora Austral ganhar cores azuis ou roxas?
As cores azuis e roxas da Aurora Austral surgem quando o nitrogênio é atingido por partículas solares em altíssima velocidade.
Diferente do verde e vermelho gerados pelo oxigênio, os tons azulados exigem muito mais energia. Eles aparecem quando partículas do vento solar colidem com moléculas de nitrogênio na parte mais baixa da atmosfera. Como essas partículas ainda estão em alta velocidade nesse ponto, elas conseguem excitar o nitrogênio para emitir esse brilho raro. Embora difíceis de ver a olho nu, essas cores indicam tempestades solares extremamente intensas.
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As auroras ocorrem quando partículas carregadas do vento solar, como elétrons e prótons, colidem com gases na magnetosfera terrestre. O oxigênio atômico em altitudes de 100 a 300 quilômetros produz a cor verde, que é a mais comum. Já o nitrogênio molecular é responsável pelas emissões azuis e roxas, mas requer níveis de energia significativamente maiores para ser ionizado.Para que o azul se torne visível, as partículas solares precisam penetrar mais profundamente na atmosfera, atingindo altitudes abaixo de 100 quilômetros. Nessa região, a densidade do ar é maior e as partículas ainda conservam grande parte de sua energia cinética original. A transição eletrônica específica do íon de nitrogênio (N2+) emite luz em comprimentos de onda próximos a 428 nanômetros, resultando no tom violeta ou azul profundo.Estudos da NASA e da NOAA confirmam que essas cores são indicadores de alta atividade geomagnética, frequentemente associada a Ejeções de Massa Coronal (CME). Durante o evento histórico de Carrington em 1859, relatos descreveram luzes intensas que incluíam tons raros de violeta. Em fotografias modernas, sensores digitais captam essas nuances com mais facilidade que o olho humano, que possui menor sensibilidade ao espectro azul sob condições de baixa luminosidade.
Fato verificado
FP-0007559 · Feb 20, 2026