Por que os cavaleiros medievais morriam mais de infecções do que pelos ferimentos de batalha?
Na Idade Média, a maioria dos cavaleiros morria por infecções e não pelos ferimentos de batalha em si.
Embora as espadas causassem o dano inicial, a falta de higiene e o desconhecimento de antissépticos transformavam cortes leves em sentenças de morte. Sem antibióticos, feridas simples evoluíam rapidamente para gangrena e sepse fatal.
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Durante o período medieval, que se estendeu do século V ao XV, a medicina era baseada na teoria dos humores de Hipócrates e Galeno. Os médicos acreditavam que as doenças surgiam de desequilíbrios de fluidos corporais e não de microrganismos. O conceito de germes só seria estabelecido por Louis Pasteur e Robert Koch no século XIX.As armaduras de cota de malha e placas de metal frequentemente empurravam pedaços de roupas sujas para dentro das feridas. Como as roupas eram raramente lavadas e o campo de batalha era repleto de esterco e lama, a contaminação por bactérias como Clostridium perfringens era quase imediata. Essa bactéria é a principal causa da gangrena gasosa, uma infecção que destrói tecidos e libera toxinas fatais no sangue.Estudos arqueológicos em locais como o campo de batalha de Visby, de 1361, mostram que muitos soldados sobreviviam ao trauma ósseo inicial, mas apresentavam sinais de infecções sistêmicas posteriores. Sem o uso de substâncias como o álcool isopropílico ou iodo, que só foram introduzidos na prática cirúrgica por Joseph Lister em 1865, a taxa de mortalidade por sepse era extremamente alta. O abismo tecnológico entre a metalurgia das espadas e a microbiologia médica definia o destino dos guerreiros.
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FP-0008094 · Feb 20, 2026