Um penhasco pode realmente desorientar uma bússola?

Um penhasco pode realmente desorientar uma bússola?

Alguns penhascos de magnetita são ímãs naturais tão poderosos que podem desorientar bússolas e confundir navegadores.

Formadas por lava rica em ferro que se resfriou há milhões de anos, essas rochas preservam o magnetismo daquela época. Conhecidas historicamente como montanhas magnéticas, elas criam campos locais fortes o suficiente para fazer a agulha de uma bússola girar sem controle.
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A magnetita (Fe3O4) é o mineral mais magnético da Terra e sua capacidade de atrair ferro é conhecida desde a Grécia Antiga, por volta de 600 a.C. Quando o magma rico em ferro esfria abaixo do chamado Ponto de Curie, cerca de 580 graus Celsius, os minerais se alinham ao campo magnético terrestre daquele momento e congelam essa orientação permanentemente.Esse fenômeno é chamado de magnetismo remanescente natural e transforma grandes formações rochosas em ímãs gigantescos conhecidos como pedras-ímã. Um dos exemplos mais famosos é a Ilha de Elba, na Itália, onde depósitos de ferro eram tão vastos que relatos históricos sugerem que as bússolas de navios próximos se tornavam inúteis para a navegação precisa.Cientificamente, essas rochas são fundamentais para o estudo do paleomagnetismo. Ao analisar a orientação magnética em diferentes camadas de magnetita, pesquisadores de instituições como a União Geofísica Americana conseguem mapear as inversões dos polos magnéticos da Terra que ocorreram ao longo de milhões de anos.Além do impacto na navegação histórica, essas anomalias magnéticas são usadas hoje por geólogos para localizar depósitos minerais subterrâneos. Através de levantamentos aeromagnéticos, aviões equipados com magnetômetros detectam variações no campo terrestre causadas por essas massas de magnetita, revelando a composição da crosta sem a necessidade de escavação imediata.
Fato verificado FP-0008061 · Feb 20, 2026

- Física -

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