A maquiagem barroca era realmente venenosa?

A maquiagem barroca era realmente venenosa?

A maquiagem da era barroca era mortal e continha altos níveis de chumbo e mercúrio.

No século XVIII, a busca pela pele pálida levou ao uso do ceruse, uma mistura tóxica de chumbo e vinagre. O produto causava envenenamento, queda de cabelo e úlceras profundas na pele. Para esconder as cicatrizes, as pessoas aplicavam camadas ainda mais grossas de maquiagem e usavam blushes de mercúrio, criando um ciclo vicioso que frequentemente levava à morte.
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Durante o período Barroco e o Rococó, o padrão de beleza exigia uma pele extremamente branca, simbolizando que a pessoa não precisava trabalhar sob o sol. O principal produto utilizado era o ceruse veneziano, composto por carbonato de chumbo básico. Quando aplicado, o chumbo era absorvido pela corrente sanguínea, causando saturnismo, uma condição que gera fadiga extrema, paralisia e falência de órgãos.A toxicidade do ceruse destruía a textura natural da derme, resultando em manchas escuras e corrosão da pele. Ironicamente, os usuários aplicavam camadas cada vez mais densas para esconder essas imperfeições, acelerando o processo de envenenamento. Para cobrir as cicatrizes e úlceras que surgiam, tornou-se moda o uso de 'mouches', pequenos adesivos de seda ou veludo em formatos de estrelas ou luas.Além do chumbo, o pigmento vermelho usado nas bochechas e lábios frequentemente continha cinábrio, um mineral composto por sulfeto de mercúrio. O uso contínuo de mercúrio causava tremores, perda de dentes por inflamação nas gengivas e danos neurológicos permanentes. Um caso famoso de morte por cosméticos foi o de Maria Gunning, a Condessa de Coventry, que faleceu em 1760, aos 27 anos, devido ao uso excessivo de maquiagem à base de chumbo.
Fato verificado FP-0008316 · Feb 20, 2026

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