O que os povos antigos acreditavam que eram os diamantes?
Na Antiguidade, os diamantes eram vistos como lágrimas dos deuses ou fragmentos de estrelas que caíram do céu.
Antes da geologia moderna, civilizações como a grega e a romana acreditavam que os diamantes tinham origem celestial. Devido à sua dureza extrema, guerreiros usavam essas pedras como amuletos de invencibilidade em batalhas. O próprio nome deriva do grego 'adamas', que significa 'indomável'.
Nerd Mode
A fascinação histórica pelos diamantes remonta à Índia antiga, onde os primeiros registros de sua mineração datam de pelo menos 3.000 anos atrás. Para os antigos gregos, como o filósofo Platão, os diamantes eram considerados seres vivos ou personificações de espíritos celestiais devido ao seu brilho hipnotizante. O termo 'adamas' foi consolidado por volta do século IV a.C. para descrever a substância mais dura conhecida pelo homem, simbolizando força inabalável.Na Roma Antiga, o naturalista Plínio, o Velho, escreveu em sua obra 'História Natural' no ano 77 d.C. que o diamante era o objeto mais valioso não apenas entre as pedras preciosas, mas de todas as coisas do mundo. Ele mencionou que essas gemas eram fragmentos de estrelas que caíam na Terra, uma teoria que persistiu por séculos devido à falta de conhecimento sobre a pressão geológica. A crença na proteção mágica era tão forte que os diamantes eram incrustados em armaduras para repelir venenos e afastar pesadelos.Cientificamente, sabemos hoje que os diamantes se formam a profundidades de 150 a 200 quilômetros abaixo da superfície terrestre, sob pressões de 45 a 60 kilobars. Esse processo ocorre no manto da Terra há bilhões de anos, muito antes da existência humana. A transição do mito para a ciência começou a se consolidar apenas no século XVIII, quando o químico Antoine Lavoisier provou, em 1772, que o diamante é composto puramente de carbono.
Fato verificado
FP-0003823 · Feb 18, 2026