Como o Sol consegue interferir no funcionamento das bússolas?
Explosões solares podem desorientar bússolas e alterar o campo magnético da Terra.
Explosões solares lançam partículas carregadas no espaço que, ao atingirem a Terra, causam tempestades geomagnéticas. Essas tempestades distorcem o campo magnético terrestre, fazendo com que agulhas de bússolas oscilem e percam a precisão. Além de interferir na navegação, esses eventos criam as auroras polares e podem afetar satélites e redes elétricas.
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As explosões solares e as Ejeções de Massa Coronal (CME) liberam bilhões de toneladas de plasma carregado magneticamente no espaço. Quando essas partículas atingem a magnetosfera terrestre, elas comprimem o campo magnético no lado voltado para o Sol e o esticam no lado oposto. Esse fenômeno gera correntes elétricas intensas na ionosfera e magnetosfera, alterando temporariamente a orientação das linhas de força magnética locais.Um dos eventos mais famosos registrados foi o Evento de Carrington em 1859, documentado pelo astrônomo Richard Carrington. Durante essa supertempestade, as bússolas em todo o mundo tornaram-se inúteis e os sistemas de telégrafo operaram sozinhos devido à indução elétrica. Estudos da NASA e da NOAA indicam que uma tempestade dessa magnitude hoje causaria trilhões de dólares em danos tecnológicos.A escala G, utilizada pela NOAA, classifica essas tempestades de G1 (menor) a G5 (extrema). Em níveis G4 e G5, a navegação por satélite (GPS) e a orientação por bússola magnética sofrem erros significativos de posicionamento. A ciência moderna monitora o Sol constantemente através de sondas como o SOHO e o Observatório de Dinâmica Solar (SDO) para prever esses impactos com antecedência.
Fato verificado
FP-0008067 · Feb 20, 2026