Por que a castanha-do-pará é considerada o alimento mais radioativo do mundo?
A castanha-do-pará é um dos alimentos mais radioativos do mundo.
Suas raízes profundas absorvem rádio e bário diretamente do solo em níveis até 1.000 vezes maiores que outras plantas. Apesar disso, o consumo moderado é totalmente seguro para a saúde.
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A castanheira (Bertholletia excelsa) possui um sistema radicular que se estende por dezenas de metros no solo da Floresta Amazônica. Essa rede profunda permite que a árvore absorva elementos químicos raros, como o rádio-226 e o rádio-228, que estão naturalmente presentes no solo da região. Estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP) e por órgãos internacionais confirmam que a concentração de rádio nessas castanhas pode variar de 1 a 7 picocuries por grama. Isso torna o fruto cerca de 1.000 vezes mais radioativo do que feijões ou outros grãos comuns. O rádio absorvido pela árvore se comporta quimicamente de forma semelhante ao cálcio e ao bário. Por esse motivo, a planta acaba transportando e concentrando esses elementos radioativos diretamente no endosperma da semente, que é a parte comestível da castanha. Embora a radioatividade seja alta para um alimento, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirma que o consumo de duas unidades por dia não oferece riscos. Na verdade, a castanha é essencial para a saúde por ser a maior fonte natural de selênio, um poderoso antioxidante.
Fato verificado
FP-0008457 · Feb 20, 2026