Do que é composta a tinta do polvo?
A tinta do polvo é uma arma química que desativa o olfato e a visão dos predadores.
Ao ser atacado, o polvo libera uma nuvem de tinta que contém tirosinase, uma enzima que irrita os olhos e confunde o olfato de animais como tubarões. Além de criar uma cortina de fumaça, algumas espécies misturam muco à tinta para criar 'pseudomorfos', que são cópias falsas do polvo para distrair o agressor enquanto ele foge.
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A tinta dos cefalópodes, como polvos e lulas, é composta principalmente por melanina e muco, mas sua eficácia biológica reside em componentes químicos complexos. Estudos realizados por biólogos marinhos no Marine Biological Laboratory em Woods Hole demonstram que a enzima tirosinase é um componente chave. Em altas concentrações, essa enzima atua como um irritante químico potente que pode causar cegueira temporária e paralisar os receptores olfativos de predadores.Para predadores que dependem fortemente do faro, como os tubarões, essa 'cegueira química' é devastadora. A interrupção dos sinais sensoriais impede que o predador rastreie o polvo mesmo após a nuvem de tinta se dissipar. Além disso, a viscosidade da tinta, controlada pela quantidade de muco, permite que o polvo molde a substância em estruturas chamadas pseudomorfos. Esses vultos possuem tamanho e aparência semelhantes ao polvo real, enganando o sistema visual do atacante.Pesquisas publicadas em periódicos como o Journal of Experimental Marine Biology and Ecology indicam que essa adaptação evolutiva surgiu há milhões de anos. A estratégia é tão eficiente que permite ao polvo economizar energia que seria gasta em uma fuga prolongada. O uso combinado de distração visual e incapacitação sensorial torna o polvo um dos mestres da evasão no reino animal.
Fato verificado
FP-0007580 · Feb 20, 2026