Nós carregamos células de outras pessoas dentro de nós?
Mães e filhos compartilham células entre si que podem permanecer vivas em seus corpos por décadas.
Esse fenômeno é chamado de microquimerismo. Durante a gravidez, células atravessam a placenta e se integram a órgãos como o cérebro, coração e pulmões. Essas células 'estrangeiras' podem ajudar na regeneração de tecidos e permanecem funcionais por mais de 40 anos, criando um vínculo biológico eterno.
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O microquimerismo fetal-materno foi amplamente documentado por estudos como o da Dra. J. Lee Nelson, do Fred Hutchinson Cancer Research Center. Durante a gestação, ocorre uma troca bidirecional de células-tronco através da barreira placentária. Pesquisas publicadas na revista PLOS ONE em 2012 revelaram a presença de DNA masculino no cérebro de mulheres falecidas, comprovando que células de filhos homens podem residir no sistema nervoso central materno por toda a vida.Essas células não são apenas passageiras passivas. Estudos indicam que elas migram para locais de lesão no corpo da mãe, como o tecido cardíaco, onde se transformam em células musculares funcionais para auxiliar no reparo do órgão. Esse processo sugere uma vantagem evolutiva onde o feto contribui para a sobrevivência da progenitora. Estima-se que essas células possam persistir por 30 a 50 anos após o parto.Além do cérebro, células fetais foram encontradas no sangue, medula óssea, pele e fígado das mães. O fenômeno inverso também ocorre, com células maternas sendo encontradas nos órgãos dos filhos adultos. Essa descoberta desafia a visão tradicional de que somos indivíduos geneticamente isolados, revelando que somos, na verdade, quimeras biológicas contendo linhagens celulares de nossos parentes mais próximos.
Fato verificado
FP-0007775 · Feb 20, 2026