Qual é a idade do chiclete mais antigo já encontrado por arqueólogos?
Humanos mascam chicletes naturais há mais de 9.000 anos e essas resinas preservam o DNA de quem as usou.
Na Idade da Pedra, as pessoas mascavam piche de bétula para limpar os dentes e aliviar dores. Essa resina é um conservante tão poderoso que permitiu a cientistas mapear o genoma completo de uma mulher que viveu há 5.700 anos. A análise revelou até a última refeição dela: pato e avelãs.
Nerd Mode
A descoberta mais famosa sobre o tema ocorreu em 2019, quando pesquisadores da Universidade de Copenhague analisaram uma amostra de piche de bétula encontrada em Syltholm, na Dinamarca. O material, datado de aproximadamente 5.700 anos atrás, continha o genoma humano completo de uma mulher apelidada de Lola. Este foi o primeiro genoma humano antigo recuperado de algo que não fosse ossos ou dentes.O piche de bétula é produzido pelo aquecimento da casca da árvore e era usado como cola para ferramentas de pedra. Devido às suas propriedades antissépticas e antibacterianas, os ancestrais mascavam a resina para tratar infecções bucais e dores de dente. O ambiente anaeróbico e a composição química do piche impediram a degradação do material genético ao longo dos milênios.Além do DNA humano, a amostra continha o microbioma oral da mulher e vestígios de patógenos como o vírus Epstein-Barr e bactérias que causam pneumonia. Os cientistas também identificaram DNA de pato e avelãs, indicando o que ela havia comido pouco antes de mascar a resina. Essa descoberta prova que o piche de bétula funciona como uma cápsula do tempo biológica sem precedentes para a arqueologia moderna.
Fato verificado
FP-0007528 · Feb 20, 2026