O que acontece com as águas-vivas no espaço?
Em 1991, a NASA enviou mais de 2.000 águas-vivas ao espaço para estudar os efeitos da gravidade zero no equilíbrio.
As águas-vivas criadas no espaço desenvolveram problemas motores graves. Ao retornarem à Terra, elas não conseguiam nadar corretamente porque seus sensores de gravidade não aprenderam a funcionar sob a influência do peso terrestre.
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A missão SLS-1 (Spacelab Life Sciences) foi lançada em 5 de junho de 1991 a bordo do ônibus espacial Columbia. O experimento foi liderado pela Dra. Dorothy Spangenberg, da Eastern Virginia Medical School, com o objetivo de observar o desenvolvimento de pólipos da espécie Aurelia aurita. Ao final da missão, os 2.478 pólipos originais haviam se multiplicado para mais de 60.000 indivíduos em órbita.As águas-vivas utilizam estruturas chamadas estatocistos para se orientarem. Dentro dessas bolsas, existem cristais de sulfato de cálcio, conhecidos como estatólitos, que se movem conforme a gravidade e estimulam células sensoriais. Esse mecanismo é biologicamente análogo ao sistema vestibular do ouvido interno humano, que nos permite manter o equilíbrio e a noção de direção.Os resultados mostraram que as águas-vivas nascidas na microgravidade desenvolveram estatocistos fisicamente normais, mas funcionalmente deficientes. Quando trazidas de volta à Terra, elas apresentavam movimentos pulsantes anormais e vertigem, sendo incapazes de se orientar verticalmente. Esse estudo é um marco na biologia espacial, pois sugere que o desenvolvimento sensorial de mamíferos, incluindo humanos, pode ser permanentemente prejudicado se ocorrer fora da gravidade terrestre.
Fato verificado
FP-0007631 · Feb 20, 2026