Por que o frio no topo do Everest é tão mortal?
No topo do Monte Everest, o ar é tão rarefeito que a sensação térmica pode congelar a pele humana em menos de 30 segundos.
A 8.848 metros de altitude, a pressão atmosférica é apenas um terço da pressão ao nível do mar. Com poucas moléculas de ar para reter calor e ventos que superam 280 km/h, a sensação térmica despenca para menos de -60 °C. Além disso, a falta de oxigênio impede que o corpo produza calor interno de forma eficiente.
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O Monte Everest, localizado na cordilheira do Himalaia, atinge uma altitude oficial de 8.848,86 metros acima do nível do mar. Nessa elevação, os alpinistas entram na chamada Zona da Morte, onde a pressão barométrica cai para aproximadamente 337 mbar. Essa pressão reduzida significa que há menos moléculas de gás por metro cúbico, resultando em uma capacidade térmica volumétrica do ar extremamente baixa.A temperatura média no cume durante o mês de janeiro é de -36 °C, mas pode cair para -60 °C em frentes frias extremas. O fator determinante para a sobrevivência é a Corrente de Jato, um fluxo de ar em alta velocidade que atinge o pico com frequência. Quando esses ventos sopram a 280 km/h, o calor é removido do corpo humano por convecção forçada em uma taxa alarmante.Estudos de fisiologia de altitude indicam que a hipóxia severa compromete a termogênese, o processo biológico de produção de calor. Sem oxigênio suficiente para queimar glicose e gordura, o metabolismo desacelera e a temperatura central do corpo cai rapidamente. De acordo com o National Geographic Society, a combinação de frio extremo e ventos de furacão torna o Everest um dos lugares mais termodinamicamente hostis da Terra.
Fato verificado
FP-0007601 · Feb 20, 2026