Como os urubus conseguem voar sem bater as asas?
Urubus conseguem planar por horas sem bater as asas nem uma única vez.
Eles utilizam correntes de ar quente chamadas térmicas para ganhar altitude e deslizar pelo céu. Essa técnica economiza energia e permite que percorram centenas de quilômetros em busca de alimento sem se cansarem.
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O voo planado dos urubus, especialmente do urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) e do urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), é uma obra-prima da biofísica. Eles dependem das térmicas, que são colunas de ar quente que sobem do solo quando aquecido pelo sol. Ao entrar em uma térmica, a ave descreve círculos para subir, podendo atingir altitudes superiores a 2.000 metros sem esforço muscular significativo.Estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Swansea e publicados na revista PNAS revelaram que aves planadoras como o condor e o urubu gastam apenas 1% da energia que gastariam se batessem as asas constantemente. Em um monitoramento, um condor-dos-andes foi registrado voando por mais de 170 quilômetros sem realizar um único batimento de asa. Isso ocorre porque o custo metabólico do voo batido é um dos maiores do reino animal.A morfologia dessas aves é adaptada para essa função, apresentando asas largas e pontas das penas primárias separadas, o que reduz o arrasto e aumenta a sustentação. Essa eficiência é vital para necrófagos, pois a busca por carcaças exige a cobertura de territórios imensos que podem ultrapassar 200 quilômetros quadrados por dia. Sem o domínio das correntes atmosféricas, a sobrevivência dessas espécies seria energeticamente inviável.
Fato verificado
FP-0007537 · Feb 20, 2026