Qual é a ciência por trás das notícias sensacionalistas?
O New York Post utiliza o 'gap de curiosidade' para tornar suas notícias irresistíveis.
Essa técnica cria uma lacuna entre o que sabemos e o que queremos saber. Ao usar títulos provocantes e cores vibrantes, o jornal gera uma tensão mental que só é aliviada quando clicamos na notícia. Nosso cérebro reage a esses estímulos como um mecanismo de sobrevivência, priorizando informações alarmantes ou inesperadas.
Nerd Mode
O conceito de 'gap de curiosidade' foi formalizado pelo psicólogo George Loewenstein, da Universidade Carnegie Mellon, em 1994. Sua teoria da 'falha de informação' sugere que a curiosidade funciona como um impulso biológico, semelhante à fome ou à sede, que exige satisfação imediata.Quando percebemos uma lacuna entre nosso conhecimento atual e o que desejamos descobrir, o cérebro ativa o estriado ventral. Esta é uma região central do sistema de recompensa que libera dopamina, criando uma sensação de antecipação prazerosa mas também de desconforto cognitivo.O New York Post, fundado em 1801 por Alexander Hamilton, aperfeiçoou o uso do sensacionalismo visual e textual para explorar essa biologia. Estudos de neurociência mostram que títulos que usam adjetivos extremos ou perguntas abertas aumentam a taxa de cliques em até 300% em comparação com títulos puramente informativos.Essa estratégia é eficaz porque o cérebro humano evoluiu para priorizar estímulos de 'alerta' que podem indicar perigo ou oportunidade. Ao transformar fatos simples em dramas urgentes, o jornal sequestra a atenção do córtex pré-frontal, forçando uma reação emocional instintiva antes mesmo do processamento racional da informação.
Fato verificado
FP-0007596 · Feb 20, 2026