Como os quartos de hospital evitam que vírus e bactérias se espalhem pelo ar?

Como os quartos de hospital evitam que vírus e bactérias se espalhem pelo ar?

Quartos de pressão negativa criam um vácuo que impede a saída de ar contaminado para o restante do hospital.

Essas salas utilizam sistemas de ventilação que removem mais ar do que injetam. Isso cria uma pressão menor que a do corredor, forçando o ar a entrar no quarto sempre que a porta abre. Antes de ser expelido, o ar passa por filtros HEPA que eliminam 99,97% das partículas, protegendo médicos e outros pacientes contra vírus e bactérias.
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O conceito de isolamento por pressão diferencial foi amplamente padronizado pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA e pela OMS para conter patógenos aéreos. O sistema exige que o exaustor remova pelo menos 10% a mais de ar do que o sistema de insuflamento fornece. Isso mantém uma diferença de pressão mínima de 2,5 Pascais (0,01 polegada de coluna de água) em relação às áreas adjacentes.A eficácia desse método depende dos filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air), que foram desenvolvidos na década de 1940 durante o Projeto Manhattan para capturar partículas radioativas. Esses filtros são capazes de reter partículas de até 0,3 micra com uma eficiência de 99,97%. Isso é crucial para deter o Mycobacterium tuberculosis, que mede entre 1 e 5 micras, e aerossóis que transportam o vírus SARS-CoV-2.Além da pressão, a taxa de renovação do ar é vital para a segurança hospitalar. As diretrizes da ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers) recomendam um mínimo de 12 trocas de ar por hora em salas de isolamento de infecções por via aérea. Esse fluxo constante garante que a concentração de contaminantes no ambiente permaneça em níveis mínimos, reduzindo drasticamente o risco de infecção cruzada.
Fato verificado FP-0009033 · Feb 20, 2026

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