Qual perereca fabrica o seu próprio protetor solar?
A perereca-macaco-de-cera 'encera' o próprio corpo para sobreviver ao sol intenso sem desidratar.
Diferente de outros anfíbios, a Phyllomedusa sauvagii secreta uma cera rica em gorduras e a espalha pela pele com as patas. Essa camada impermeável bloqueia a evaporação da água, permitindo que ela suporte o calor de ambientes áridos.
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A perereca-macaco-de-cera (Phyllomedusa sauvagii) vive em regiões áridas da América do Sul, como o Chaco na Argentina e Paraguai. Enquanto a maioria dos anfíbios possui pele altamente permeável e perde água rapidamente, esta espécie desenvolveu glândulas lipídicas especializadas localizadas atrás da cabeça. Estudos herpetológicos demonstram que ela utiliza movimentos complexos das patas para distribuir essa secreção por toda a superfície cutânea.Essa cera é composta por lipídios e álcoois de cadeia longa que criam uma barreira hidrofóbica extremamente eficiente. Pesquisas publicadas em periódicos como o Journal of Experimental Biology indicam que essa adaptação reduz a perda de água por evaporação em até 95% quando comparada a outros anfíbios tropicais. Esse processo permite que o animal permaneça exposto ao sol direto por horas sem sofrer choque térmico ou dessecação severa.Além da proteção hídrica, a secreção contém peptídeos antimicrobianos que protegem a pele contra infecções fúngicas e bacterianas comuns em climas quentes. O comportamento de 'enceramento' é tão vital que o animal o repete sempre que a camada é rompida ou após o contato com a água. Graças a essa biotecnologia natural, a espécie consegue ocupar nichos ecológicos onde a radiação ultravioleta seria fatal para qualquer outro sapo ou rã comum.
Fato verificado
FP-0008895 · Feb 20, 2026