Pombos já chegaram a pilotar mísseis de guerra?

Pombos já chegaram a pilotar mísseis de guerra?

Na Segunda Guerra Mundial, o psicólogo B.F. Skinner treinou pombos para guiar mísseis em direção a alvos específicos.

Antes da eletrônica moderna, o 'Projeto Pombo' usava aves como sistemas de guia biológicos. Três pombos ficavam dentro do nariz de um míssil Pelican e bicavam uma tela ao avistarem o alvo. Esses toques acionavam cabos que ajustavam as barbatanas da bomba para corrigir a rota. Apesar de funcionar com precisão, os militares cancelaram o projeto por acharem a ideia bizarra demais.
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Iniciado em 1940, o Projeto Pombo foi uma tentativa de resolver a falta de precisão dos armamentos da época. O psicólogo B.F. Skinner utilizou o condicionamento operante para ensinar as aves a reconhecerem navios inimigos no oceano. Ele recebeu um financiamento de 25 mil dólares do Comitê de Pesquisa de Defesa Nacional (NDRC) para desenvolver o protótipo do míssil Pelican.Os pombos eram colocados em compartimentos individuais com lentes que projetavam a imagem do exterior em uma tela de vidro transparente. Ao bicarem o centro do alvo na tela, as aves geravam sinais elétricos ou mecânicos que moviam os controles de voo do míssil. Skinner escolheu pombos por sua visão excepcional e pela capacidade de manter o foco mesmo sob o estresse de explosões e aceleração extrema.Embora os testes tenham demonstrado que os pombos eram guias altamente confiáveis, o projeto foi encerrado em 8 de outubro de 1944. A liderança militar considerou a proposta 'excêntrica' e preferiu investir em sistemas eletrônicos que estavam começando a surgir. Em 1948, a Marinha dos EUA tentou reviver a ideia sob o nome 'Projeto Orcon', mas o avanço dos radares e computadores tornou os pilotos biológicos obsoletos de forma definitiva.
Fato verificado FP-0008263 · Feb 20, 2026

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