Os ímãs da ressonância magnética ficam sempre ligados?
Os ímãs de uma máquina de ressonância magnética permanecem ligados 24 horas por dia, mesmo quando o aparelho não está sendo usado.
Isso ocorre porque os ímãs são supercondutores resfriados por hélio líquido a -269 °C. Nessa temperatura, a resistência elétrica desaparece e a corrente circula sem parar. Desligar o sistema causaria a perda do hélio e custos altíssimos, por isso o campo magnético — até 30.000 vezes mais forte que o da Terra — nunca é desativado.
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A maioria dos scanners de Ressonância Magnética (RM) modernos utiliza eletroímãs supercondutores compostos por ligas de nióbio-titânio (NbTi). Para manter a supercondutividade, esses fios são imersos em hélio líquido a uma temperatura de 4,2 Kelvin, o que equivale a aproximadamente -268,95 °C. Nessa condição extrema, a resistência elétrica do material cai para zero, permitindo que a corrente flua indefinidamente sem a necessidade de uma fonte de alimentação externa constante.O campo magnético gerado é medido em Teslas (T), variando geralmente entre 1,5T e 3,0T em ambientes clínicos. Para comparação, o campo magnético da Terra mede cerca de 0,00005T, o que torna o ímã da RM cerca de 30.000 a 60.000 vezes mais potente. Devido a essa força descomunal, objetos ferromagnéticos podem ser transformados em projéteis perigosos se entrarem na sala do exame, mesmo com o aparelho em repouso.Desativar o ímã propositalmente é um processo raro e caro chamado 'quench'. Durante um quench, o hélio líquido ferve e se transforma em gás rapidamente, sendo expelido por um duto de ventilação para evitar a explosão do equipamento. O custo para repor o hélio e recalibrar o sistema pode ultrapassar os 50.000 dólares, além do risco de danos permanentes às bobinas supercondutoras. Por esse motivo, os hospitais mantêm o campo ativo continuamente por décadas.
Fato verificado
FP-0008970 · Feb 20, 2026