Por que o ar fica com um cheiro tão fresco depois de uma tempestade?
O cheiro metálico e refrescante após uma tempestade é o ozônio, criado por raios que rompem moléculas de oxigênio.
Raios liberam energia suficiente para quebrar as moléculas de oxigênio (O2) no ar, que se recombinam para formar o ozônio (O3). O nariz humano é extremamente sensível a esse gás, detectando-o em concentrações mínimas de 10 partes por bilhão. O nome vem do termo grego 'ozein', que significa literalmente 'cheirar'.
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O fenômeno do cheiro pós-tempestade é um processo químico fascinante que ocorre na troposfera. Quando um raio corta o céu, ele aquece o ar ao redor para cerca de 30.000 °C, uma temperatura cinco vezes maior que a da superfície do Sol. Esse calor extremo fornece a energia de ativação necessária para dissociar as moléculas diatômicas de nitrogênio (N2) e oxigênio (O2) presentes na atmosfera.Os átomos de oxigênio livres resultantes dessa quebra são altamente reativos. Eles rapidamente se ligam a outras moléculas de O2 intactas para formar o ozônio, cuja fórmula química é O3. Embora a maior parte do ozônio da Terra esteja na estratosfera protegendo-nos dos raios UV, as descargas elétricas locais criam bolsões temporários desse gás próximos ao solo.A sensibilidade do olfato humano ao ozônio é notável e foi documentada em diversos estudos sensoriais. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), a maioria das pessoas consegue identificar o odor característico do ozônio em níveis tão baixos quanto 0,01 partes por milhão. Esse limiar de detecção é o que nos permite sentir a 'limpeza' do ar logo após os primeiros relâmpagos.Além do ozônio, o cheiro de chuva também é influenciado pelo petricor, um óleo liberado por plantas, e pela geosmina, produzida por bactérias do solo. No entanto, o aroma metálico e cortante que precede ou acompanha imediatamente a tempestade é puramente o resultado da química elétrica do ozônio. Este fenômeno foi descrito cientificamente pela primeira vez pelo químico holandês Martinus van Marum em 1785, ao notar o odor após faíscas elétricas.
Fato verificado
FP-0007471 · Feb 20, 2026