Por que ajudar o próximo nos faz sentir tão bem?
Gastar dinheiro com outras pessoas traz mais felicidade do que gastar consigo mesmo.
Estudos mostram que o 'gasto prossocial' ativa o sistema de recompensa do cérebro de forma mais intensa do que o consumo pessoal. Esse fenômeno, conhecido como 'euforia do doador', libera dopamina e reforça comportamentos que ajudam a manter a coesão social e o bem-estar do grupo.
Nerd Mode
Uma pesquisa pioneira publicada na revista Science em 2008 pela Dra. Elizabeth Dunn, da Universidade da Colúmbia Britânica, revelou que o uso do dinheiro influencia diretamente o bem-estar. O estudo demonstrou que participantes que gastaram pequenas quantias, como 5 ou 20 dólares, em presentes para terceiros ou doações de caridade relataram níveis de felicidade significativamente maiores do que aqueles que gastaram o mesmo valor consigo mesmos.A neurociência explica que essa sensação ocorre devido à ativação do estriado ventral e do córtex orbitofrontal, áreas ligadas ao processamento de recompensas. Quando realizamos um ato altruísta, o cérebro libera neurotransmissores como a dopamina e a ocitocina, criando um estado emocional positivo conhecido como 'helper’s high'. Esse mecanismo é considerado uma vantagem evolutiva, pois incentiva a cooperação e fortalece os laços dentro de uma comunidade.Além disso, um estudo de 2013 realizado pela Harvard Business School em 136 países confirmou que essa correlação entre generosidade e felicidade é universal, ocorrendo tanto em nações ricas quanto em países em desenvolvimento. A pesquisa sugere que a satisfação derivada do gasto prossocial independe do valor absoluto doado, mas sim do impacto percebido na vida do outro. Portanto, a biologia humana está programada para encontrar prazer na generosidade como forma de garantir a sobrevivência coletiva.
Fato verificado
FP-0008148 · Feb 20, 2026