Por que o abacaxi era um símbolo de status social no século XVIII?
No século XVIII, o abacaxi era um símbolo de status tão extremo que as pessoas alugavam a fruta apenas para exibi-la em festas.
Devido à dificuldade de transporte e cultivo na Europa, um único abacaxi podia custar o equivalente a 8.000 dólares hoje. Por serem caríssimos, eles raramente eram comidos. Em vez disso, eram usados como peças de decoração luxuosas. Surgiram até empresas que alugavam a mesma fruta para vários eventos, permitindo que anfitriões ostentassem riqueza antes de devolvê-la.
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A obsessão europeia pelo abacaxi começou após Cristóvão Colombo encontrar a fruta em Guadalupe em 1493. No entanto, o clima frio da Europa tornava o cultivo quase impossível até o desenvolvimento das estufas aquecidas, conhecidas como pineries, no final do século XVII. O primeiro abacaxi cultivado com sucesso na Grã-Bretanha foi apresentado ao Rei Carlos II em 1675, consolidando a fruta como um ícone de realeza e poder.Durante os anos 1700, o custo de manutenção dessas estufas e o risco de transporte transatlântico elevavam o preço de uma unidade a somas astronômicas. Estima-se que o valor de um abacaxi chegasse a 5.000 libras esterlinas em valores corrigidos, o que permitia comprar uma carruagem completa. Por esse motivo, a fruta era tratada como uma joia e não como alimento, permanecendo em exibição até começar a apodrecer.O mercado de aluguel floresceu para atender a classe média alta que desejava impressionar convidados em jantares sem ter que comprar o item. O abacaxi tornou-se tão influente que passou a ser um elemento arquitetônico comum em mansões coloniais e georgianas, simbolizando hospitalidade. Hoje, o legado dessa era permanece em detalhes de portões e cerâmicas que ainda utilizam a silhueta da fruta como adorno de luxo.
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FP-0008328 · Feb 20, 2026