Como é possível continuar lutando mesmo ferido sem sentir dor?

Como é possível continuar lutando mesmo ferido sem sentir dor?

A adrenalina atua como um analgésico natural poderoso, permitindo que o corpo ignore dores extremas em situações de risco.

Esse fenômeno é conhecido como analgesia induzida por estresse. Em momentos de perigo, o cérebro bloqueia os sinais de dor para garantir a sobrevivência. Isso permite que pessoas com ferimentos graves, como ossos quebrados, continuem correndo ou lutando. Assim que o perigo passa e os níveis de adrenalina caem, a dor retorna com intensidade total.
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A analgesia induzida por estresse (SIA) é um mecanismo de sobrevivência evolutivo mediado pelo sistema nervoso central. Quando o corpo enfrenta uma ameaça, o hipotálamo ativa as glândulas suprarrenais para liberar uma descarga massiva de adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea. Esse processo prepara o organismo para a resposta de luta ou fuga, aumentando a frequência cardíaca e a oxigenação muscular.Simultaneamente, o cérebro ativa o sistema de controle de dor descendente. Estruturas como a substância cinzenta periaquedutal (PAG) no mesencéfalo liberam opioides endógenos, como endorfinas e encefalinas. Essas substâncias bloqueiam a transmissão dos sinais de dor na medula espinhal antes mesmo que eles cheguem ao córtex cerebral, impedindo a percepção consciente do sofrimento físico.Estudos realizados por pesquisadores como o Dr. Amitesh Jain indicam que esse bloqueio é temporário e prioriza a mobilidade imediata. Um exemplo histórico famoso ocorreu durante as Olimpíadas de 1996, quando a ginasta Kerri Strug completou um salto decisivo com dois ligamentos rompidos no tornozelo sem sentir a dor total até o fim da prova. A ciência moderna utiliza esses conhecimentos para entender como o estresse psicológico pode alterar a eficácia de tratamentos analgésicos em ambientes hospitalares.
Fato verificado FP-0007791 · Feb 20, 2026

- Corpo Humano -

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