Do que era feita a tinta 'Marrom Múmia'?

Do que era feita a tinta 'Marrom Múmia'?

Artistas barrocos e pré-rafaelitas usavam o 'Marrom Múmia', um pigmento feito de múmias egípcias trituradas.

Entre os séculos XVI e XIX, milhares de múmias foram moídas e misturadas a óleos para criar uma tinta marrom translúcida. O pigmento era ideal para sombras e tons de pele realistas. Muitos pintores desconheciam a origem macabra do material até o final do século XIX. Quando o artista Edward Burne-Jones descobriu a verdade, ele chegou a enterrar seu último tubo de tinta em um funeral simbólico. A produção só parou no início do século XX devido à escassez de múmias.
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O pigmento conhecido como 'Mummy Brown' ou 'Caput Mortuum' começou a ser comercializado na Europa por volta do século XVI. Ele era produzido a partir de múmias humanas e felinas que eram importadas do Egito, sendo trituradas até virarem um pó fino. Esse pó era então misturado com resina de mirra e óleo de linhaça para criar uma tinta com excelentes propriedades de secagem e transparência.A popularidade do pigmento atingiu o auge entre os séculos XVIII e XIX, sendo amplamente utilizado por artistas da Escola Pré-Rafaelita. Estudos químicos modernos em pinturas da época identificaram componentes como betume, fosfato de cálcio e restos de resinas orgânicas típicas do processo de embalsamamento egípcio. A tonalidade era única porque dependia da composição específica de cada múmia utilizada no lote.A empresa londrina Roberson & Co. foi uma das últimas a fabricar o pigmento comercialmente. Em 1964, o diretor da empresa, Geoffrey Roberson-Park, declarou à revista Time que eles haviam ficado sem múmias para processar. O declínio do uso ocorreu não apenas pela falta de matéria-prima, mas também pelo avanço da ética arqueológica e pelo surgimento de alternativas sintéticas mais estáveis, como o óxido de ferro.
Fato verificado FP-0008345 · Feb 20, 2026

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