Viajar de avião aumenta a nossa exposição à radiação?

Viajar de avião aumenta a nossa exposição à radiação?

Um voo de Nova York a Londres expõe passageiros à mesma radiação de um raio-X de tórax.

A atmosfera protege a Terra da radiação espacial, mas essa proteção diminui em grandes altitudes. Em um voo comercial a 10.600 metros, a exposição a partículas solares e galácticas aumenta significativamente. Uma viagem transatlântica pode atingir 40 microssieverts, dose similar a um exame médico comum. Por isso, tripulantes de voos internacionais são frequentemente classificados como profissionais expostos à radiação.
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A radiação cósmica consiste em partículas de alta energia, como prótons e núcleos atômicos, que viajam quase à velocidade da luz. A atmosfera terrestre e o campo magnético funcionam como filtros naturais, absorvendo a maior parte dessa energia antes que ela atinja o solo. No entanto, aviões comerciais voam na estratosfera inferior, onde o ar é muito mais rarefeito e a proteção atmosférica é reduzida.Segundo dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), a dose média de um raio-X de tórax é de cerca de 0,1 milisieverts (100 microssieverts), enquanto um voo de ida e volta entre Nova York e Londres pode variar entre 30 e 90 microssieverts. Essa variação depende da atividade solar e da rota escolhida. Rotas polares são mais afetadas porque as linhas do campo magnético da Terra convergem nos polos, permitindo que mais partículas penetrem na atmosfera.Um estudo publicado na revista 'Health Physics' indica que tripulantes de cabine recebem, em média, uma dose anual de 3 milisieverts. Esse valor é superior à exposição média de trabalhadores em usinas nucleares, que é de aproximadamente 1,9 milisieverts por ano. Embora o risco para passageiros ocasionais seja mínimo, a ICRP (Comissão Internacional de Proteção Radiológica) monitora esses níveis para garantir a segurança ocupacional na aviação civil internacional.
Fato verificado FP-0008554 · Feb 20, 2026

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