Como as pererecas conseguem beber água?
As pererecas não bebem água pela boca; elas se hidratam absorvendo a umidade do ambiente diretamente pela pele da barriga.
A pele do abdômen desses anfíbios possui uma região chamada mancha pélvica. Essa área é rica em vasos sanguíneos e proteínas que funcionam como canais de sucção, permitindo que a água entre no corpo por osmose. Essa adaptação é essencial para a sobrevivência em árvores, onde encontrar água líquida é difícil.
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As pererecas pertencem à ordem Anura e possuem uma pele altamente especializada que desempenha funções vitais de respiração e hidratação. A mancha pélvica, localizada na parte inferior do abdômen, representa cerca de 10% da área total da superfície do animal, mas é responsável pela maior parte da absorção de água. Estudos herpetológicos indicam que essa região contém uma alta densidade de aquaporinas, que são proteínas de membrana descobertas por Peter Agre em 1992, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Química em 2003. Essas proteínas facilitam o transporte rápido de moléculas de água através das células epiteliais. O processo ocorre por osmose, onde a água se move de um ambiente menos concentrado para o interior do corpo do animal, que possui maior concentração de solutos. Essa característica torna as pererecas extremamente sensíveis a poluentes químicos e variações climáticas, servindo como bioindicadores críticos para biólogos e ecologistas. Pesquisas publicadas em periódicos como o Journal of Experimental Biology demonstram que, em ambientes secos, esses anfíbios pressionam o abdômen contra superfícies úmidas, como folhas ou musgos, para maximizar a captação hídrica. Sem essa adaptação evolutiva, a vida arbórea seria impossível para a maioria das espécies de anfíbios, que perderiam água rapidamente para o ar seco.
Fato verificado
FP-0008870 · Feb 20, 2026