O que os médicos usavam em transfusões antes da descoberta dos tipos sanguíneos?
Antes de 1901, médicos transfundiam leite, vinho e sangue de animais em humanos por não conhecerem os tipos sanguíneos.
As transfusões eram letais até Karl Landsteiner descobrir o sistema ABO em 1901. Ele percebeu que misturar sangues incompatíveis causava aglutinação, uma reação imunológica onde o corpo ataca as células estrangeiras. Essa descoberta rendeu a ele o Nobel de Medicina em 1930 e tornou o procedimento seguro.
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A história das transfusões experimentais remonta ao século XVII, logo após a descrição da circulação sanguínea por William Harvey em 1628. Em 1667, Jean-Baptiste Denis, médico de Luís XIV, realizou a primeira transfusão documentada de sangue de animal para um humano usando uma ovelha. Naquela época, acreditava-se que o sangue de animais jovens e dóceis poderia curar doenças mentais ou febres persistentes.Durante o século XIX, o leite foi brevemente utilizado como substituto do sangue, pois médicos acreditavam que seus glóbulos de gordura poderiam se transformar em glóbulos brancos. No entanto, essas tentativas frequentemente resultavam em reações anafiláticas ou morte imediata dos pacientes. O cenário mudou apenas em 1901, quando o biólogo austríaco Karl Landsteiner, trabalhando na Universidade de Viena, identificou os grupos A, B e O.Landsteiner observou que o soro sanguíneo de certas pessoas aglutinava os eritrócitos de outras, revelando a presença de antígenos e anticorpos específicos. Em 1902, seus colegas Decastello e Sturli adicionaram o grupo AB à classificação. Essa pesquisa permitiu que Reuben Ottenberg realizasse a primeira transfusão com cruzamento de sangue bem-sucedida em Nova York, em 1907. O reconhecimento oficial veio em 1930, quando Landsteiner recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina pela descoberta que salvou milhões de vidas.
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FP-0008248 · Feb 20, 2026