Por que a Estônia prefere usar drones e hackers em vez de tanques de guerra tradicionais?
A Estônia prioriza drones e defesa cibernética em vez de tanques pesados para otimizar seu poder militar.
Com apenas 1,3 milhão de habitantes, a Estônia foca em tecnologia para compensar seu pequeno orçamento. O país investe em enxames de drones de baixo custo e unidades cibernéticas de elite para neutralizar ameaças. Essa estratégia provou-se eficaz na guerra da Ucrânia, onde drones estonianos ajudaram a destruir tanques russos muito mais caros.
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A doutrina militar da Estônia é moldada pela sua geografia e pelo histórico de ataques cibernéticos sofridos em 2007, quando o país foi alvo de uma ofensiva digital russa em larga escala. Desde então, o Centro de Excelência em Defesa Cibernética Cooperativa da OTAN (CCDCOE) foi estabelecido em Tallinn, consolidando a nação como líder global em segurança digital. O Ministério da Defesa estoniano investe pesadamente em startups de defesa como a Milrem Robotics e a Threod Systems.A Milrem Robotics é famosa pelo THeMIS, um veículo terrestre não tripulado que pode ser equipado com armas ou suprimentos médicos. Durante a invasão russa na Ucrânia em 2022, a Estônia forneceu drones de reconhecimento avançados que permitiram às forças ucranianas localizar alvos sem expor soldados. O custo de um drone de reconhecimento é uma fração minúscula do preço de um tanque T-90 russo, que pode ultrapassar 4 milhões de dólares.Além do hardware, a Estônia mantém a Liga de Defesa da Estônia, uma organização voluntária que treina cidadãos em táticas de guerra assimétrica e operações cibernéticas. O país gasta cerca de 3% do seu PIB em defesa, superando a meta da OTAN de 2%. Essa abordagem demonstra que a inovação tecnológica e a prontidão digital podem servir como um multiplicador de força vital para nações pequenas diante de potências militares tradicionais.
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FP-0007982 · Feb 20, 2026