Para onde vai a cauda do girino?
Durante a metamorfose, o girino reabsorve a própria cauda para reciclar nutrientes e construir seu corpo adulto.
A cauda não cai. Ela é decomposta por enzimas que transformam o tecido em aminoácidos e proteínas. Esses nutrientes viajam pelo sangue para formar pulmões, patas e novos órgãos. É um processo de reciclagem biológica perfeito que prepara o animal para a vida fora da água.
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O processo de reabsorção da cauda em anuros é um exemplo clássico de apoptose, ou morte celular programada. Esse fenômeno é mediado principalmente pelos hormônios da tireoide, como a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), que aumentam drasticamente durante a metamorfose. Pesquisas publicadas em periódicos como a 'Nature' detalham como essas substâncias sinalizam para que as células da cauda iniciem sua própria autodestruição.Células imunológicas chamadas macrófagos desempenham um papel crucial ao fagocitar os detritos celulares resultantes. Esse material orgânico é convertido em energia e blocos de construção moleculares necessários para o desenvolvimento das patas dianteiras e traseiras. Enquanto a cauda desaparece, o sistema digestivo também se encurta drasticamente, mudando de uma dieta herbívora para uma carnívora.Além das mudanças físicas externas, o sistema circulatório sofre uma reestruturação profunda. O coração, que antes possuía apenas duas cavidades para bombear sangue para as brânquias, desenvolve uma terceira cavidade para suportar a respiração pulmonar. Estudos biológicos indicam que essa transição completa pode levar de poucos dias a algumas semanas, dependendo da espécie e da temperatura da água. Esse mecanismo garante que nenhum recurso energético seja desperdiçado durante a transição crítica do ambiente aquático para o terrestre.
Fato verificado
FP-0007816 · Feb 20, 2026