Por que os planetas têm formato de bola?
A gravidade molda os planetas em esferas ao puxar toda a sua massa uniformemente em direção ao centro.
Quando um corpo celeste atinge uma massa crítica, sua gravidade supera a resistência das rochas e o comprime em um formato arredondado. Esse estado de equilíbrio hidrostático é o que diferencia planetas e grandes luas de asteroides irregulares.
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O processo que transforma um corpo celeste em uma esfera é conhecido como equilíbrio hidrostático. De acordo com a União Astronômica Internacional (UAI), em sua resolução de 2006, este é um dos critérios fundamentais para definir um planeta. Quando um objeto acumula massa suficiente, sua própria gravidade torna-se tão intensa que vence a força estrutural dos materiais sólidos, forçando o corpo a assumir uma forma plástica e arredondada.Para corpos compostos majoritariamente de gelo, esse fenômeno ocorre quando o diâmetro atinge cerca de 400 quilômetros. Já para corpos rochosos, o diâmetro necessário costuma ser superior a 600 quilômetros. Um exemplo clássico é o asteroide Ceres, que possui aproximadamente 940 quilômetros de diâmetro e massa suficiente para ser esférico, sendo reclassificado como planeta anão. Em contraste, o asteroide Vesta, com cerca de 525 quilômetros, não é perfeitamente redondo.A física por trás disso envolve a minimização da energia potencial gravitacional. Uma esfera é a forma geométrica que permite que toda a massa fique o mais próximo possível do centro de gravidade. Se uma montanha se torna alta demais em um planeta massivo, a pressão em sua base excede o limite de escoamento da rocha, fazendo com que ela afunde e mantenha a curvatura global do astro. Esse mecanismo garante que grandes corpos celestes mantenham sua aparência globalmente lisa e esférica ao longo de bilhões de anos.
Fato verificado
FP-0007509 · Feb 20, 2026