Por que o uso de roupas masculinas foi usado para condenar Joana d'Arc?

Por que o uso de roupas masculinas foi usado para condenar Joana d'Arc?

Joana d'Arc foi executada usando uma coroa de papel que citava o uso de roupas masculinas como um de seus crimes fatais.

Em 1431, Joana d’Arc foi queimada viva em Rouen sob a acusação de ser 'herege, apóstata e idólatra'. Embora enfrentasse várias acusações, sua insistência em vestir roupas de homem foi o pretexto legal decisivo para sua sentença. Na época, o travestismo era visto como uma violação das leis divinas, mas Joana usava essas roupas principalmente para se proteger de abusos sexuais na prisão.
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O julgamento de Joana d'Arc em 1431 foi conduzido pelo bispo Pierre Cauchon, um aliado dos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos. Embora ela tenha sido inicialmente acusada de 70 crimes, incluindo bruxaria e heresia, o processo foi reduzido a 12 artigos principais. A questão das roupas masculinas era central porque violava o Deuteronômio 22:5, que proibia mulheres de usarem trajes masculinos.Joana assinou uma abjuração prometendo usar roupas femininas para evitar a morte, mas retomou o uso de calças e túnicas poucos dias depois. Ela alegou que as roupas masculinas eram mais seguras contra as tentativas de estupro dos guardas ingleses em sua cela. No entanto, os juízes classificaram esse ato como 'reincidência na heresia', o que permitiu legalmente que ela fosse entregue ao braço secular para execução.No dia 30 de maio de 1431, ela foi levada à Praça do Velho Mercado em Rouen vestindo uma mitra de papel onde se lia 'Hérétique, relapse, apostate, idolâtre'. O uso dessa mitra era uma prática comum da Inquisição para humilhar publicamente os condenados. Apenas em 1456, um novo julgamento autorizado pelo Papa Calisto III anulou a sentença original, declarando-a inocente e reconhecendo o viés político do tribunal anterior.
Fato verificado FP-0010213 · Feb 22, 2026

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