Como a pipoca era usada antes de virar o petisco favorito das telonas?

Como a pipoca era usada antes de virar o petisco favorito das telonas?

Antes de se tornar um lanche de cinema, a pipoca era usada por povos nativos como joia e em rituais sagrados.

No século XVI, exploradores espanhóis descobriram que os astecas usavam a pipoca para criar colares e adornar estátuas de deuses. Para eles, os grãos brancos simbolizavam nuvens e pureza, sendo essenciais em cerimônias religiosas e danças rituais.
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A relação entre os povos mesoamericanos e a pipoca remonta a milhares de anos. Evidências arqueológicas encontradas na Caverna de Coxcatlán, no México, sugerem que o milho era estourado por grupos indígenas já em 3600 a.C. No início do século XVI, o frei franciscano Bernardino de Sahagún documentou detalhadamente o uso da pipoca na cultura asteca em sua obra 'História Geral das Coisas da Nova Espanha'.Sahagún descreveu a 'dança da pipoca', onde mulheres usavam guirlandas de milho estourado chamadas 'momochitl'. Esses adornos eram usados para decorar estátuas de divindades como Tlaloc, o deus da chuva, e Cinteotl, o deus do milho. A cor branca e a textura leve da pipoca eram associadas à pureza e aos fenômenos meteorológicos necessários para uma colheita farta.A ciência por trás do estouro reside na estrutura única do grão de pipoca, que possui um pericarpo extremamente resistente e uma reserva interna de amido úmido. Quando aquecida a cerca de 180 graus Celsius, a pressão interna rompe a casca, transformando o amido em uma espuma branca sólida. Foi apenas em 1885 que Charles Cretors revolucionou o consumo ao inventar a primeira máquina de pipoca comercial movida a vapor em Chicago.
Fato verificado FP-0004581 · Feb 19, 2026

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