Como a pipoca salvou a indústria do cinema?

Como a pipoca salvou a indústria do cinema?

A pipoca salvou os cinemas da falência durante a Grande Depressão por ser um luxo barato.

Nos anos 1930, um saco de pipoca custava apenas cinco centavos, tornando-se um dos poucos prazeres acessíveis às famílias em crise. Inicialmente, donos de cinemas proibiam o lanche para manter o ambiente limpo, mas logo perceberam que a venda de milho era mais lucrativa que a própria bilheteria. Essa mudança de estratégia salvou a indústria e criou o hábito de comer pipoca assistindo a filmes.
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Durante a Grande Depressão, entre 1929 e 1939, o consumo de pipoca nos Estados Unidos disparou devido ao seu baixo custo de produção e venda. Enquanto outros petiscos como batatas chips e doces eram caros, o milho de pipoca era abundante e um saco custava entre 5 e 10 centavos de dólar. Esse valor era viável mesmo para famílias que haviam perdido quase tudo na crise econômica.No início da década de 1930, cinemas de luxo resistiam à entrada da pipoca porque o barulho e a sujeira incomodavam o público de elite. No entanto, com a queda drástica na venda de ingressos, os proprietários começaram a alugar espaços na frente dos cinemas para vendedores ambulantes. Eventualmente, os donos de salas como a rede de Glen W. Dickinson instalaram máquinas de pipoca dentro dos lobbies para captar todo o lucro.Um exemplo histórico marcante é o de um dono de cinema que reduziu o preço do ingresso e viu seu lucro aumentar drasticamente apenas com a venda de milho estourado. Em 1945, metade de toda a pipoca consumida nos Estados Unidos era comida dentro de cinemas. Essa simbiose econômica foi tão forte que, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o açúcar era racionado e os doces sumiram, a pipoca consolidou-se como o lanche oficial das salas de projeção.
Fato verificado FP-0007664 · Feb 20, 2026

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