Por que os dentes de antigamente às vezes explodiam?

Por que os dentes de antigamente às vezes explodiam?

No século XIX, algumas obturações dentárias podiam explodir devido a reações químicas internas.

Naquela época, dentistas usavam misturas de metais diferentes para preencher cáries. Essa combinação criava uma reação eletroquímica que gerava gases de hidrogênio dentro do dente. Sem ter por onde sair, a pressão aumentava até que o dente literalmente estourava com um barulho semelhante ao de um tiro.
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O fenômeno das explosões dentárias foi documentado pela primeira vez pelo dentista W.H. Atkinson na revista 'Dental Cosmos' em 1860. Ele relatou três casos específicos, incluindo o de um clérigo da Pensilvânia em 1817. O paciente sentiu uma dor excruciante que terminou abruptamente quando seu dente explodiu com um estalo violento, proporcionando alívio imediato.A causa científica reside na criação de uma célula galvânica acidental. Ao utilizar metais variados como estanho, prata e chumbo em uma mesma cavidade, a saliva atuava como um eletrólito. Esse processo de eletrólise decompunha fluidos internos, liberando hidrogênio gasoso que ficava preso sob a restauração metálica.A pressão acumulada dentro da câmara pulpar tornava-se insustentável para a estrutura de dentina e esmalte já fragilizada pela cárie. Embora alguns historiadores modernos sugiram que a cárie avançada pudesse gerar gases de decomposição orgânica, a teoria da eletrólise metálica continua sendo a explicação técnica mais aceita para a força dessas detonações.Com a padronização das amálgamas e o surgimento de novos materiais no século XX, o risco foi eliminado. Hoje, o uso de resinas compostas e cerâmicas não conduz eletricidade nem reage quimicamente dessa forma. Esses incidentes bizarros servem como um lembrete da evolução drástica da segurança nos materiais odontológicos.
Fato verificado FP-0008126 · Feb 20, 2026

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