Como um esquilo consegue sobreviver sem virar um bloco de gelo?

Como um esquilo consegue sobreviver sem virar um bloco de gelo?

O esquilo-do-ártico é o único mamífero capaz de reduzir sua temperatura corporal para níveis abaixo de zero durante a hibernação.

Nativo do Alasca e do Canadá, este esquilo entra em um estado de super-resfriamento onde seu sangue chega a -2,9 °C sem congelar. Para evitar a morte, ele remove do organismo todas as partículas que poderiam iniciar a formação de cristais de gelo. Esse mecanismo protege suas células e permite que ele sobreviva a invernos extremos por até oito meses.
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O esquilo-do-ártico (Urocitellus parryii) detém o recorde de temperatura corporal mais baixa já registrada em um mamífero vivo. Durante a hibernação, que dura entre sete e oito meses, sua temperatura central cai de 37 °C para até -2,9 °C. Pesquisas realizadas pela Universidade do Alasca Fairbanks mostram que esses animais utilizam um processo biológico sofisticado para evitar o congelamento interno.O segredo reside na purificação do sangue. O esquilo remove ativamente 'núcleos de nucleação de gelo', que são proteínas ou partículas que normalmente induziriam a cristalização da água em temperaturas negativas. Sem esses núcleos, os fluidos corporais entram em um estado de super-resfriamento, permanecendo líquidos mesmo abaixo do ponto de congelamento padrão. Se o gelo se formasse, ele expandiria e destruiria as membranas celulares, resultando em morte imediata.A cada duas ou três semanas, o esquilo passa por um episódio de termogênese por calafrios. Ele desperta brevemente para elevar sua temperatura de volta aos 37 °C por cerca de 12 a 24 horas antes de mergulhar novamente no frio extremo. Esse ciclo é essencial para manter funções cerebrais básicas e reparar tecidos. Estudos indicam que essa adaptação extrema é uma resposta evolutiva às temperaturas do solo no Ártico, que podem cair para -15 °C durante o inverno rigoroso.
Fato verificado FP-0007581 · Feb 20, 2026

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