A lã de yak é realmente melhor que a caxemira?

A lã de yak é realmente melhor que a caxemira?

O subpelo do yak, conhecido como khullu, é mais quente que a lã comum e tão macio quanto a caxemira.

Escondido sob a pelagem grossa do yak, o khullu é uma fibra ultra-fina, leve e hipoalergênica. Suas fibras ocas retêm o calor com extrema eficiência, permitindo que os animais sobrevivam a -40°C no Himalaia. Por não conter lanolina, essa fibra não irrita a pele e é considerada uma alternativa sustentável e luxuosa à caxemira tradicional.
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O khullu é a camada de subpelo que os yaks (Bos grunniens) desenvolvem anualmente para suportar as condições extremas do Planalto Tibetano, em altitudes superiores a 3.000 metros. Estudos têxteis indicam que o diâmetro dessa fibra varia entre 16 e 20 mícrons, o que a coloca na mesma categoria de finura da caxemira de alta qualidade. Diferente da lã de ovelha, a fibra do yak é oca, o que cria bolsas de ar naturais que oferecem um isolamento térmico até 15% superior. Além disso, o khullu possui uma capacidade de absorção de umidade 30% maior que a lã comum, mantendo o corpo seco e regulando a temperatura de forma mais eficaz em climas instáveis. Historicamente, comunidades nômades do Tibete e da Mongólia coletam essa fibra manualmente durante a primavera, quando o animal troca de pelo naturalmente. Por não possuir lanolina, a cera natural encontrada em ovelhas, o processamento do khullu exige menos produtos químicos e é ideal para pessoas com peles sensíveis ou alergias a lã tradicional. Pesquisas recentes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destacam o potencial econômico dessa fibra para o desenvolvimento sustentável de comunidades isoladas. Hoje, marcas de alta costura utilizam o khullu como uma alternativa ética, pois sua extração não agride o animal e promove a preservação das tradições pastoris milenares.
Fato verificado FP-0010100 · Feb 22, 2026

- Ciência e Tecnologia -

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