Como a vida consegue brotar em uma ilha recém-nascida?

Como a vida consegue brotar em uma ilha recém-nascida?

A ilha de Surtsey surgiu do nada em 1963 e é tão protegida que quase ninguém pode pisar nela.

Formada por uma erupção vulcânica submarina na Islândia, a ilha é um laboratório natural intocado. Cientistas a utilizam para observar como a vida coloniza um solo virgem sem interferência humana. Apenas pesquisadores autorizados podem entrar, garantindo que nenhuma semente ou bactéria externa mude o ecossistema.
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A formação de Surtsey começou em 8 de novembro de 1963, a 130 metros abaixo do nível do mar, no sistema vulcânico de Vestmannaeyjar. A erupção foi detectada pela primeira vez pela tripulação de um pesqueiro chamado Ísleifur II, que inicialmente pensou se tratar de um barco em chamas. A atividade vulcânica durou até 5 de junho de 1967, quando a ilha atingiu seu tamanho máximo de 2,7 quilômetros quadrados.Desde o seu nascimento, a ilha foi declarada reserva natural pela Lei de Conservação da Natureza da Islândia. A UNESCO a classificou como Patrimônio Mundial em 2008 devido ao seu valor científico excepcional. O acesso é restrito pela Sociedade de Pesquisa de Surtsey, que impõe regras severas, como a proibição de levar qualquer material orgânico ou deixar resíduos no local.A colonização biológica foi monitorada minuciosamente desde o primeiro ano. As primeiras plantas vasculares, como a Cakile arctica, foram encontradas em 1965. Em 2004, pesquisadores registraram mais de 60 espécies de plantas e 89 espécies de aves que utilizam a ilha para descanso ou reprodução. Esse processo demonstra a rapidez com que a vida pode se estabelecer em ambientes isolados através do vento, das correntes marítimas e do transporte por aves.
Fato verificado FP-0007478 · Feb 20, 2026

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