Qual é o queijo mais antigo já descoberto no mundo?
Arqueólogos descobriram um queijo de 3.200 anos em uma tumba no Egito Antigo.
O queijo foi encontrado na tumba de Ptahmes, um oficial de alto escalão em Saqqara. Análises químicas revelaram que ele era feito de uma mistura de leite de vaca com leite de ovelha ou cabra. Apesar de milenar, a amostra ainda continha vestígios da bactéria Brucella, que causa uma doença infecciosa grave chamada brucelose.
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A descoberta foi realizada por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Catânia e da Universidade de Cairo na tumba de Ptahmes, que serviu como prefeito de Mênfis durante o século 13 a.C. O artefato foi encontrado dentro de um pote de cerâmica quebrado e estava envolto em um tecido de lona, o que ajudou na sua preservação parcial ao longo de mais de três milênios.Para identificar a substância, os cientistas utilizaram uma técnica avançada chamada proteômica baseada em espectrometria de massa. Esse processo permitiu isolar as proteínas específicas do leite e confirmar que o queijo era um produto sólido produzido a partir da mistura de leites bovino e caprino. Os resultados foram publicados oficialmente na revista científica Analytical Chemistry em 2018.Um dos achados mais surpreendentes foi a presença de peptídeos que correspondem à bactéria Brucella melitensis. Isso indica que os egípcios antigos sofriam de brucelose, uma zoonose transmitida pelo consumo de produtos lácteos não pasteurizados. A descoberta é considerada a evidência biomolecular mais antiga já registrada dessa doença em humanos.Além do valor médico, o achado reforça a importância dos rituais funerários egípcios. Eles acreditavam que os mortos precisavam de sustento na vida após a morte, por isso enterravam alimentos comuns da dieta cotidiana. Este queijo oferece uma visão rara sobre a produção de laticínios e a saúde pública na 19ª Dinastia do Egito.
Fato verificado
FP-0002881 · Feb 17, 2026