Como os salmões conseguem encontrar o caminho de volta para casa?
O salmão possui uma bússola magnética interna no focinho para navegar milhares de quilômetros de volta ao seu local de nascimento.
O salmão utiliza minúsculos cristais magnéticos no nariz como um GPS biológico. Ao nascer, ele memoriza a assinatura magnética do seu rio de origem. Anos depois, esse mapa interno permite que o peixe atravesse o oceano com precisão para encontrar a foz exata onde sua vida começou.
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O fenômeno da magnetorrecepção no salmão é um dos mecanismos de navegação mais fascinantes da biologia marinha. Pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon confirmaram que esses peixes possuem tecidos no focinho contendo magnetita, um mineral magnético natural. Esses cristais funcionam como agulhas de bússola microscópicas que detectam a inclinação e a intensidade do campo magnético da Terra.Durante a fase juvenil, conhecida como 'imprinting', o salmão registra as coordenadas magnéticas do seu rio natal. Um estudo publicado na revista Current Biology em 2014 demonstrou que o salmão-sockeye utiliza esse mapa magnético para navegar por rotas oceânicas complexas. Esse sistema é tão preciso que permite ao peixe diferenciar variações sutis no campo magnético terrestre ao longo de milhares de quilômetros.Embora o olfato seja crucial para identificar o riacho específico nos últimos quilômetros da jornada, a bússola magnética é a ferramenta principal em mar aberto. Sem esse GPS biológico, seria impossível para o animal localizar a foz correta após passar anos se alimentando no vasto Oceano Pacífico. Essa habilidade garante a sobrevivência da espécie, permitindo que os adultos retornem aos locais ideais para a desova.
Fato verificado
FP-0010171 · Feb 22, 2026