Como as placas de saída brilham sem eletricidade?
Placas de saída autoluminosas usam gás trítio para brilhar por até 20 anos sem eletricidade ou baterias.
Essas placas utilizam o trítio, um isótopo radioativo do hidrogênio, para garantir visibilidade total durante apagões. O gás é selado em tubos de vidro revestidos com fósforo. Quando o trítio decai, ele libera partículas que fazem o fósforo brilhar continuamente. Como a radiação emitida é bloqueada pelo próprio vidro, o dispositivo é seguro e dispensa qualquer manutenção por décadas.
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O trítio (H-3) é um isótopo radioativo do hidrogênio com uma meia-vida de aproximadamente 12,3 anos. A tecnologia utilizada nessas placas é conhecida como iluminação radioluminescente por trítio (GTLS). O processo ocorre quando partículas beta emitidas pelo decaimento do gás atingem uma camada de material fosforescente no interior do tubo de vidro.Diferente de sistemas fotoluminescentes que precisam 'carregar' na luz, o trítio brilha de forma independente e ininterrupta. A energia das partículas beta é tão baixa que elas não conseguem penetrar a pele humana e são facilmente contidas pelas paredes de vidro de borossilicato. Isso torna o uso seguro em locais públicos e instrumentos de precisão, como relógios da marca Luminox ou miras telescópicas.A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC) estabelece normas rigorosas para a fabricação desses dispositivos, garantindo que não haja vazamentos. Após cerca de 10 a 20 anos, a luminosidade da placa cai pela metade devido ao decaimento natural do isótopo em hélio-3. Quando o brilho se torna insuficiente para os padrões de segurança contra incêndio, a unidade deve ser substituída e descartada como resíduo radioativo de baixo nível.
Fato verificado
FP-0008560 · Feb 20, 2026