O que o seu PC gamer e um hospital têm em comum?

O que o seu PC gamer e um hospital têm em comum?

As placas de vídeo modernas (GPUs) foram aperfeiçoadas graças à necessidade de processar exames de tomografia computadorizada.

Gerar imagens 3D a partir de milhares de fatias 2D exige bilhões de cálculos por segundo. Para acelerar esse diagnóstico médico, engenheiros desenvolveram processadores capazes de realizar múltiplas tarefas simultâneas. Essa tecnologia foi posteriormente adaptada por empresas como a NVIDIA para revolucionar os gráficos dos videogames.
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A evolução das GPUs está intrinsecamente ligada ao processamento de imagens médicas de alta resolução. Nos anos 70 e 80, a reconstrução de imagens de tomografia computadorizada (TC) levava horas para ser concluída por CPUs tradicionais, que processam dados de forma sequencial. A necessidade de diagnósticos mais rápidos impulsionou o desenvolvimento de arquiteturas de computação paralela.Empresas pioneiras na área médica, como a General Electric e a Siemens, investiram em hardware especializado para lidar com algoritmos de retroprojeção filtrada. Esses algoritmos transformam sinais brutos de raios-X em matrizes tridimensionais complexas. Esse tipo de cálculo é matematicamente idêntico ao necessário para renderizar polígonos e efeitos de iluminação em ambientes virtuais 3D.A NVIDIA, fundada em 1993, percebeu que a demanda por visualização científica e médica poderia ser atendida por chips que processam milhares de pequenos cálculos ao mesmo tempo. Em 2007, o lançamento da arquitetura CUDA permitiu que pesquisadores usassem placas de vídeo comuns para acelerar o processamento de imagens de ressonância magnética e tomografias em até 50 vezes. Hoje, a mesma tecnologia que salva vidas em hospitais é a base para o realismo gráfico nos jogos modernos e para o treinamento de inteligências artificiais.
Fato verificado FP-0008161 · Feb 20, 2026

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