Por que os gases nobres, como o hélio, não gostam de se misturar?
Gases nobres raramente formam ligações químicas porque suas camadas eletrônicas já são naturalmente estáveis.
Diferente de outros átomos que precisam ganhar ou perder elétrons para se estabilizar, os gases nobres já possuem a camada externa completa. Isso os torna quimicamente inertes em condições normais. Por serem tão estáveis, gases como hélio e argônio não reagem com o oxigênio, sendo ideais para usos que exigem segurança e isolamento químico.
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A estabilidade dos gases nobres é explicada pela Regra do Octeto, que afirma que átomos com oito elétrons na camada de valência atingem o menor estado de energia possível. O hélio é a única exceção, atingindo essa estabilidade com apenas dois elétrons. Essa configuração eletrônica completa cria uma barreira de energia que impede a formação de ligações covalentes ou iônicas em ambientes comuns.Historicamente, esses elementos eram chamados de 'gases inertes'. Essa percepção mudou drasticamente em 23 de março de 1962, quando o químico britânico Neil Bartlett realizou um experimento histórico na University of British Columbia. Ele conseguiu sintetizar o primeiro composto de um gás nobre, o hexafluoroplatinato de xenônio, provando que a inércia não era absoluta.Desde então, cientistas conseguiram criar diversos compostos utilizando xenônio, criptônio e radônio, geralmente combinando-os com elementos extremamente eletronegativos como o flúor e o oxigênio. No entanto, essas reações exigem pressões altíssimas ou temperaturas extremas para ocorrerem. Sob condições padrão de temperatura e pressão (CNTP), os gases nobres permanecem como os elementos mais solitários e estáveis de toda a Tabela Periódica.
Fato verificado
FP-0007861 · Feb 20, 2026