Nós, humanos, conseguimos ouvir as chamadas de infrassom que os elefantes usam para conversar a longas distâncias?
Elefantes utilizam o infrassom para conversar a quilômetros de distância.
Além dos barritos, os elefantes emitem sons de baixíssima frequência que humanos não conseguem ouvir. Essas ondas sonoras viajam por longas distâncias, permitindo que os grupos se coordenem e se encontrem em savanas extensas.
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A comunicação por infrassom em elefantes foi documentada pela primeira vez pela bióloga Katy Payne em 1984, no Zoológico de Washington Park. Ela percebeu uma vibração no ar semelhante à de tubos de órgãos, o que a levou a descobrir que esses animais emitem frequências abaixo de 20 Hz. Esses sons são produzidos por cordas vocais massivas, medindo até 7,5 centímetros de comprimento, que funcionam de forma semelhante às pregas vocais humanas.Estudos realizados no Parque Nacional de Etosha, na Namíbia, demonstram que esses chamados podem percorrer até 10 quilômetros em condições atmosféricas ideais. As ondas de baixa frequência sofrem menos interferência de obstáculos como árvores e gramíneas, o que as torna perfeitas para a comunicação em ambientes densos ou vastos. Além da audição tradicional, os elefantes possuem corpúsculos de Pacini em suas patas, que são receptores nervosos altamente sensíveis.Esses receptores permitem que eles 'ouçam' as vibrações do infrassom que viajam pelo solo, um fenômeno conhecido como propagação sísmica. Essa habilidade é crucial para a sobrevivência da espécie, permitindo que fêmeas em estro atraiam machos distantes ou que famílias evitem predadores e encontrem fontes de água. A complexidade dessas mensagens inclui avisos de perigo e saudações sociais, mantendo a estrutura hierárquica do grupo coesa mesmo quando os membros estão fora do alcance visual.
Fato verificado
FP-0003307 · Feb 17, 2026