Os polvos conseguem sentir o gosto com os braços?
O polvo possui milhares de ventosas que conseguem 'sentir o gosto' de tudo o que tocam.
Cada ventosa do polvo possui sensores químicos que detectam sabores e texturas simultaneamente. Isso permite que o animal identifique presas escondidas apenas pelo toque, funcionando como se seus braços fossem línguas gigantes.
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Os polvos possuem um sistema sensorial extraordinário distribuído por seus oito braços. O Polvo-gigante-do-Pacífico (Enteroctopus dofleini), por exemplo, pode ter até 2.240 ventosas. Cada uma dessas ventosas é equipada com dezenas de milhares de quimiorreceptores e mecanorreceptores, permitindo que o animal processe informações táteis e gustativas de forma integrada.Um estudo publicado na revista Cell em 2020, liderado pelo Dr. Nicholas Bellono da Universidade de Harvard, identificou células sensoriais específicas nas ventosas que não respondem apenas a sinais solúveis na água, mas também a moléculas que não se dissolvem bem. Isso significa que o polvo precisa tocar fisicamente os objetos para 'degustá-los'. Essa adaptação é crucial para caçadores que exploram fendas escuras no fundo do mar.Além da sensibilidade química, a força física dessas estruturas é impressionante. Uma única ventosa de 2,5 cm de diâmetro pode suportar até 14 kg de peso. Como cerca de dois terços dos neurônios de um polvo estão localizados em seus braços, cada ventosa pode operar com um nível de autonomia surpreendente, permitindo movimentos complexos sem a intervenção direta do cérebro central.
Fato verificado
FP-0007570 · Feb 20, 2026