Duas estrelas podem realmente se tocar?
Estrelas binárias de contato orbitam tão próximas que compartilham a mesma atmosfera, formando um par com formato de amendoim.
Nesse sistema, conhecido como variáveis W Ursae Majoris, a gravidade distorce as estrelas em formatos de gota. Elas orbitam uma à outra tão rapidamente que seus envelopes externos de plasma se fundem em uma camada única. Essa conexão equilibra a temperatura de ambas as estrelas e, eventualmente, fará com que elas se fundam em um único astro.
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As binárias de contato foram identificadas pela primeira vez como uma classe distinta por volta de 1903, com a descoberta da estrela W Ursae Majoris. Elas operam sob o chamado Limite de Roche, onde a proximidade extrema faz com que o material estelar transborde de uma estrela para a outra através do ponto de Lagrange L1. Esse processo cria um envelope comum de gás ionizado que envolve os dois núcleos estelares.Estudos realizados com o satélite Kepler e a missão Gaia confirmam que esses sistemas possuem períodos orbitais extremamente curtos, geralmente entre 0,2 e 0,8 dias terrestres. A fricção causada pelo envelope compartilhado remove o momento angular do sistema, forçando as estrelas a espiralarem uma em direção à outra. Esse fenômeno é um precursor direto para a formação de estrelas gigantes de rotação rápida ou até mesmo explosões de novas vermelhas luminosas.A transferência de massa e energia dentro do envelope comum garante que ambas as estrelas mantenham temperaturas superficiais quase idênticas, um fenômeno que intrigou astrônomos por décadas. Pesquisas publicadas no Astrophysical Journal indicam que a evolução final desses sistemas resulta em uma fusão completa em poucos milhões de anos. Esse processo de coalescência é fundamental para entender como estrelas massivas e sistemas exóticos se formam no universo.
Fato verificado
FP-0007710 · Feb 20, 2026