É possível descobrir seu tipo sanguíneo através da saliva?
Cerca de 80% das pessoas liberam seu tipo sanguíneo em fluidos corporais como saliva, suor e lágrimas.
Essas pessoas são chamadas de 'secretoras'. Graças ao gene FUT2, o tipo sanguíneo delas pode ser identificado em vestígios deixados em copos ou selos, o que é uma ferramenta valiosa para a perícia criminal.
Nerd Mode
O status de secretor é determinado pela presença de uma variante funcional do gene FUT2, localizado no cromossomo 19. Descoberto em 1930 por Schiff e Sasaki, esse gene codifica a enzima alfa-1,2-fucosiltransferase, responsável por adicionar moléculas de fucose às cadeias de carboidratos em glândulas exócrinas.Cerca de 80% da população mundial possui pelo menos uma cópia funcional desse gene, permitindo que antígenos dos grupos A, B e H sejam secretados em fluidos como sêmen e muco vaginal. Os outros 20% são homozigotos para uma mutação nula, sendo classificados como não-secretores. Essa distinção é crucial na medicina forense e na sorologia.Estudos realizados pela Universidade de Copenhague indicam que os antígenos secretados no trato gastrointestinal servem como receptores para patógenos, mas também como alimento para bactérias benéficas, como as Bifidobactérias. Isso significa que o status de secretor influencia diretamente a suscetibilidade a infecções por norovírus e a composição da microbiota intestinal.Além disso, pesquisas publicadas no Journal of Clinical Investigation mostram que não-secretores podem ter um risco reduzido de certas infecções virais, mas enfrentam maior probabilidade de desenvolver doenças autoimunes, como a doença de Crohn. Portanto, essa característica genética vai muito além da simples identificação sanguínea, afetando a ecologia interna do corpo humano.
Fato verificado
FP-0008266 · Feb 20, 2026