Como os bisões conseguem sobreviver a condições de inverno tão extremas?
Os bisões possuem adaptações biológicas extremas que os tornam quase imunes ao frio intenso.
Sua pelagem é tão isolante que a neve acumula nas costas sem derreter. Eles possuem corações e pulmões três vezes maiores que os de bois comuns, garantindo circulação sanguínea superior. Além disso, usam a cabeça como uma pá para remover neve profunda e encontrar alimento, sobrevivendo onde outros animais morreriam.
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O bisão-americano (Bison bison) evoluiu durante o Pleistoceno para sobreviver em ambientes de frio extremo, como o Parque Nacional de Yellowstone, onde as temperaturas caem abaixo de -40 °C. Sua pelagem de duas camadas é tão eficiente que possui uma densidade de aproximadamente 3.000 pelos por centímetro quadrado. Isso cria um isolamento térmico tão perfeito que o calor corporal não escapa, impedindo que a neve acumulada sobre o animal derreta.Estudos fisiológicos mostram que o coração de um bisão adulto pode pesar até 4,5 kg, enquanto seus pulmões têm uma capacidade volumétrica imensa para oxigenar o sangue em condições de baixa temperatura. Essa anatomia robusta permite que o metabolismo mantenha a homeostase mesmo sob estresse térmico severo. Além disso, a corcunda característica do bisão não é gordura, mas sim uma massa de músculos ligados a vértebras prolongadas.Esses músculos sustentam o pescoço e a cabeça, permitindo que o animal execute o movimento de 'varredura' lateral para deslocar camadas densas de neve. Pesquisas da Universidade Estadual de Montana indicam que essa estratégia de forrageamento é vital para acessar gramíneas secas durante os meses de inverno. Em períodos de escassez extrema, o bisão também reduz sua taxa metabólica basal para conservar reservas de energia, uma adaptação evolutiva crucial para a sobrevivência da espécie.
Fato verificado
FP-0008014 · Feb 20, 2026