Qual é a real espessura da camada de ozônio?
Se fosse comprimida ao nível do mar, toda a camada de ozônio teria apenas 3 milímetros de espessura.
Apesar de sua importância vital, a camada de ozônio é incrivelmente fina. Na estratosfera, suas moléculas ficam muito dispersas. Se fossem reunidas sob a pressão atmosférica da Terra, elas formariam uma película da espessura de duas moedas empilhadas, mas que ainda assim bloqueia 98% da radiação UV nociva.
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A medição da camada de ozônio é realizada através das Unidades Dobson (DU), criadas pelo pesquisador de Oxford, G.M.B. Dobson, na década de 1920. Uma Unidade Dobson representa uma camada de ozônio que teria 0,01 milímetros de espessura sob condições padrão de temperatura e pressão. A média global da camada de ozônio é de aproximadamente 300 Unidades Dobson, o que resulta nos 3 milímetros citados.A maior concentração desse gás encontra-se na estratosfera, entre 15 e 35 quilômetros acima da superfície terrestre. Nesse local, a pressão do ar é muito baixa, fazendo com que as moléculas de ozônio (O3) ocupem um volume muito maior do que ocupariam no solo. O ozônio é formado pela interação da luz solar com as moléculas de oxigênio (O2), um processo conhecido como ciclo Chapman, descrito em 1930.Este escudo é fundamental porque absorve comprimentos de onda curtos de luz ultravioleta, especificamente a radiação UV-B e UV-C. Sem essa proteção, a incidência de câncer de pele e cataratas aumentaria drasticamente, além de causar danos irreparáveis ao fitoplâncton oceânico. O Protocolo de Montreal, assinado em 1987, é o principal tratado internacional que visa proteger essa camada fina, mas poderosa, ao banir substâncias como os clorofluorcarbonetos (CFCs).
Fato verificado
FP-0007465 · Feb 20, 2026