Como os pombos conseguem encontrar o caminho de volta para casa?

Como os pombos conseguem encontrar o caminho de volta para casa?

Pombos possuem um GPS biológico que detecta o campo magnético da Terra e ouve sons de baixa frequência a centenas de quilômetros.

Pombos usam uma combinação incrível de sentidos para navegar. Eles possuem neurônios com ferro no bico que funcionam como bússola e proteínas nos olhos que permitem enxergar campos magnéticos. Além disso, captam infrassons de fenômenos naturais, criando um mapa acústico que, junto à posição do sol e ao olfato, permite viagens precisas de mais de 1.600 km.
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A habilidade de navegação dos pombos-correio (Columba livia) é um dos fenômenos mais estudados pela biologia sensorial. Pesquisas publicadas na revista Nature indicam que essas aves utilizam a magnetorecepção por meio de criptocromos localizados na retina. Essas proteínas sensíveis à luz permitem que o pássaro visualize o campo magnético terrestre como gradientes de brilho sobrepostos ao seu campo de visão normal.Além da visão magnética, estudos liderados pelo geólogo Jon Hagstrum, do Serviço Geológico dos EUA (USGS), sugerem que os pombos utilizam o infrassom para se localizar. O infrassom consiste em ondas sonoras abaixo de 20 Hertz, produzidas por oceanos e movimentos da crosta terrestre. Essas ondas viajam milhares de quilômetros sem perder força, permitindo que a ave identifique assinaturas acústicas de locais distantes.Outro componente vital é o sistema trigeminal, que conecta neurônios ricos em partículas de magnetita no bico superior ao cérebro. Esse sistema atua como um magnetômetro de precisão, informando a ave sobre a intensidade do campo magnético local. Em 2012, pesquisadores da Baylor College of Medicine identificaram 53 neurônios específicos no tronco cerebral que respondem diretamente à direção e força magnética.A integração desses dados ocorre no hipocampo da ave, uma área do cérebro responsável pela memória espacial. Ao combinar sinais magnéticos, acústicos, olfativos e a posição solar, o pombo cria um mapa cognitivo multidimensional. Essa redundância sensorial explica por que os pombos conseguem retornar ao ninho mesmo quando liberados em locais totalmente desconhecidos a mais de 1.600 quilômetros de distância.
Fato verificado FP-0008257 · Feb 20, 2026

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