Como as tartarugas marinhas encontram ilhas minúsculas no meio do oceano?
Tartarugas-verdes usam o campo magnético da Terra como um GPS natural para navegar milhares de quilômetros.
Essas tartarugas possuem uma bússola interna biológica que detecta as linhas magnéticas do planeta. Isso permite que elas atravessem oceanos inteiros e retornem com precisão exata à praia onde nasceram para depositar seus ovos.
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A capacidade das tartarugas-verdes (Chelonia mydas) de navegar com precisão é conhecida como magnetorecepção. Estudos liderados pelo Dr. Kenneth Lohmann, da Universidade da Carolina do Norte, demonstram que esses animais percebem tanto a intensidade quanto o ângulo de inclinação do campo magnético terrestre. Essa habilidade funciona como um mapa e uma bússola integrados. Ao detectar variações magnéticas sutis, as tartarugas conseguem determinar sua latitude e longitude aproximadas no oceano. Um dos exemplos mais famosos é a migração da costa do Brasil até a Ilha de Ascensão, uma pequena ilha no meio do Oceano Atlântico. Para encontrar esse alvo minúsculo a mais de 2.250 quilômetros de distância, as tartarugas utilizam cristais de magnetita localizados em seus tecidos cranianos. Esses cristais reagem às forças geomagnéticas e enviam sinais ao sistema nervoso, permitindo correções de rota em tempo real. Pesquisas publicadas na revista Current Biology confirmam que essa 'assinatura magnética' é aprendida logo após o nascimento. Esse processo, chamado de imprinting magnético, garante que a tartaruga possa retornar ao seu local de origem décadas depois para se reproduzir, garantindo a continuidade da espécie.
Fato verificado
FP-0007470 · Feb 20, 2026