Qual é o comprimento máximo que um único raio pode atingir?
O raio mais longo já registrado percorreu 768 quilômetros, atravessando três estados dos EUA.
Em 2021, satélites detectaram um 'megarrelâmpago' que viajou do Texas ao Mississippi. Diferente dos raios comuns, que medem poucos quilômetros, essas descargas horizontais gigantescas ocorrem em grandes sistemas de tempestades.
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou oficialmente este recorde em 1º de fevereiro de 2022. O raio ocorreu em 29 de abril de 2020 e estendeu-se por 768 quilômetros, o equivalente à distância entre Londres e a fronteira da Alemanha. Este fenômeno superou o recorde anterior de 709 quilômetros registrado no Sul do Brasil em 2018.Estes eventos são chamados de megarrelâmpagos e ocorrem em Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM). Nesses sistemas, a eletrificação das nuvens permite que a descarga se propague horizontalmente por centenas de quilômetros em altitudes elevadas. Diferente dos raios verticais comuns, os megarrelâmpagos exigem áreas de nuvens contínuas e carregadas para manter a corrente ativa.A medição foi possível graças aos sensores de mapeamento de raios a bordo dos satélites GOES-16 e GOES-17 da NOAA. Antes da tecnologia de satélites, os cientistas dependiam de antenas terrestres que tinham alcance limitado para detectar tais extensões. Esse avanço tecnológico permitiu entender que a atmosfera pode gerar descargas elétricas em escalas continentais, desafiando os limites conhecidos da física meteorológica.
Fato verificado
FP-0007679 · Feb 20, 2026